Coordenadora de um trabalho de pesquisa que identifica a subnotificação de casos da Covid-19 no nosso estado, a nova presidente da Fundação Cecierj, Maria Isabel Castro de Souza, participou do webinar a “Importância da Articulação das Instituições Públicas de Pesquisa do Rio no Combate à Covid-19”. Na palestra, ela defendeu a importância das parcerias entre as instituições de pesquisa e os Poderes Executivo e Legislativo no combate à pandemia. O evento foi promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), na manhã desta quarta-feira (17/06).

“O caos provocado pela pandemia da Covid-19 provocou uma mudança na maneira de se pensar e atuar em pesquisa. A crise sanitária fez com que ocorresse a união entre pesquisadores, instituições de pesquisa e poderes Executivo e Legislativo imbuídos do sentimento da perseverança compartilhando experiências e com o compromisso de trabalhar em equipe. E que a sociedade, como um todo, seja vitoriosa diante desse quadro que vivemos na atualidade”, afirmou Maria Isabel Castro.

A presidente da Fundação Cecierj lembrou que, nos últimos dez anos, o estado do Rio de Janeiro vem atravessando um momento de muita turbulência tanto na questão econômica quanto na política, que levaram a um modelo antigo de atuação de algumas instituições. Ela citou o exemplo das universidades, que foram obrigadas a repensar os seus comportamentos e ampliar a troca de diálogo entre os pesquisadores:

“Falo com propriedade, porque também sou professora titular da Uerj. Nesse contexto antigo, a interlocução entre os pesquisadores existia, mas era um pouco mais rara. No entanto, esse momento obrigou a universidade a repensar o seu modelo de atuação de uma forma histórica. A universidade teve que abrir as suas portas para que a gente pudesse estabelecer parcerias que sejam mais fortes e duradouras”, ressaltou Maria Isabel.

Mudança
Como pesquisadora, a presidente da Fundação Cecierj observa que, a partir da disrupção provocada pela pandemia da Covid-19, nem o campo da pesquisa tem se desenvolvido como antigamente. O problema fez com que todos os setores envolvidos tivessem que refletir mais e agir com prontidão e expertise e que, durante esse processo, é necessário mais articulação, agilidade, colaboração e inovação:

“Até o início de 2020 nós tínhamos uma forma de pensar a pesquisa, sobre os espaços e conceitos naquilo que era feito em termos de metodologia e que tivemos que suplantar em termos de colaboração, da agilidade e inovação, porque o momento exigia isso. Lógico, que tudo isso vem ocorrendo dentro da ética, do juízo e do bom senso, mas tivemos que driblar o caos com muita inventividade, inovação e ajuda mútua”, explicou Maria Isabel.

Maria Isabel Castro afirmou que todo esse processo colaborativo fez com que o Rio de Janeiro se tornasse um dos pontos focais nessa articulação consolidada de instituições de ensino superior e de pesquisa no combate à pandemia da Covid-19.

Sobre o Congresso
Com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no YouTube (youtube.com/webtvufrj ), o I Congresso da Andifes contou, também, com as participações da Reitora da UFRJ, Denise Carvalho (mediadora); do Coordenador do GT Coronavírus da UFRJ Roberto Medronho; e da pneumologista Margareth Dalcomo da Fiocruz. O evento teve ainda mais três webinários: “A UFRJ na Vanguarda da Pesquisa de Combate à COVID-19” e “Comunicação Pública na Pandemia: Qual o Papel da Universidade?”.

Audiência pública na Alerj discute a democratização da gestão da Faetec e da Fundação Cecierj

Também na manhã desta quarta-feira (17/06), a presidente da Fundação Cecierj, Maria Isabel Castro de Souza, participou da uma audência pública promovida pelas Comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presididas pelos deputados Waldeck Carneiro (PT) e Flávio Serafini (PSol), respectivamente. A pauta do encontro virtual foi a realização de eleições diretas para a escolha de presidentes da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj). A Alerj já vem discutindo o projeto de lei 2589/17, que estabelece uma consulta à comunidade escolar para a indicação do presidente da Faetec.

“A audiência pública é um espaço de debate importante para falarmos de articulação, compartilhamento e agora essa discussão sobre democracia. Para que isso ocorra de fato é preciso ter um consenso sobre os processos de democracia e eleição direta, porque são diferentes situações e caminhos para chegarmos a um processo de democratização. Além disso é fundamental estabelecer estudo sobre o dimensionamento de recursos humanos nas instituições para realizarmos um trabalho organizado. Esses profissionais são essenciais para auxiliar a gestão estratégica, para melhor planejamento organizacional das fundações”, concluiu.

Participaram também da audiência o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, e o presidente da Faetec, Maicon Lisboa.