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A Comissão de Atendimento ao Aluno com Necessidade Educacional Especial foi instituída pela Portaria nº. 183, de 16 de agosto de 2011, e reestruturada com a denominação COMISSÃO CEDERJ ACESSÍVEL através da Portaria nº. 441, de 14 de março de 2019.
Tem como principal objetivo promover discussões sobre as ações de atendimento ao aluno com necessidade educacional especial do Consórcio, bem como deliberar com base no conhecimento construído durante as reuniões bimestrais. Também é função da Comissão encaminhar aos Conselhos da Fundação Cecierj e das instituições de ensino superior consorciadas os casos que extrapolem sua autonomia deliberativa, em atendimento e respeito à autonomia universitária.
A Comissão é composta por representantes dos interlocutores do aluno, ou seja, os docentes e demais cargos diretamente envolvidos nos atendimentos prestados. Estes interlocutores conferem capilaridade às deliberações da Comissão, tendo como dever levá-las ao conhecimento de seus pares após cada reunião. Representantes das Vice-presidências e de suas Diretorias prestigiam a comissão, onde ora recebem atualizações sobre o cenário da acessibilidade e inclusão no Consórcio, ora prestam subsídios políticos, logísticos e de gestão que dão sustentação àquelas ações que se mostram necessárias e urgentes. Por fim, a Comissão acolhe membros de diversas frentes, que atuam ou se interessam pelas questões de acessibilidade e podem contribuir para o aprimoramento e o monitoramento das ações de inclusão ao aluno NEE.
No período de 2003 a 2007, os materiais didáticos impressos e digitais eram desenvolvidos para os cursos de graduação por equipes diferentes, sendo que, no caso do material digital para web, cada curso possuía uma equipe própria. A Web Pedagogia, assim chamada na época, desenvolvia o material para a Licenciatura em Pedagogia. Essa equipe procurou atender os alunos utilizando os padrões W3C1, de forma que todos os vídeos veiculados nas disciplinas desse curso eram legendados e narrados, sendo possível aumentar a fonte e utilizar leitores de tela. Isso acontecia porque, naquela época, a Fundação Cecierj (via Consórcio Cederj) possuía a sua própria plataforma.
Conteúdo da Web Pedagogia na plataforma autoral do Cederj.
O Pré-Vestibular Social – PVS, que teve início em 2003, já contava com a participação de alunos surdos desde a primeira edição do projeto. Já naquela época havia uma indisponibilidade de profissionais intérpretes de Libras, pois era necessário obedecer à legislação que exigia a contratação de serviços extras, feitos por profissionais qualificados, por meio de licitação.
Em 2007, a equipe de diagramação do Consórcio Cederj começou a trabalhar com materiais para alunos cegos e com baixa visão. Alguns funcionários do setor foram capacitados nos seguintes cursos:
Foram realizadas algumas visitas a instituições que atuavam na área, como a Fundação Dorina Nowill, onde a então coordenadora da equipe aprendeu a produzir o material ampliado. Foram feitas reuniões com alunos com deficiência visual, em seus respectivos polos, buscando-se conhecer suas necessidades e a melhor forma de atendê-los. O objetivo era atender também, ao longo do tempo, outras necessidades educacionais especiais – NEE.
Em 2010, foi planejado o setor de atendimento a alunos com NEE, que contava com os seguintes profissionais:
Nesse setor foram executados os seguintes trabalhos:
O setor dispunha dos seguintes equipamentos:

1 duplicadora Braillon / 1 impressora Braille / 1 máquina de datilografia em Braille
Em 2011, foi instaurada a comissão para atendimento ao aluno com necessidades educacionais especiais. No entanto, o atendimento às demandas foi reduzido com a saída dos membros da equipe.
O ano de 2015 foi o primeiro em que o Pré-vestibular Social – PVS – contou com a tutoria de Libras, que é mantida até hoje em todos os editais.
A partir de 2017, o Setor de Material Didático passou a produzir o material ampliado. Foram iniciadas pesquisas e visitas com o intuito de implantar o atendimento a alunos com deficiência auditiva e autistas, mas, com a extinção da equipe de adaptação de materiais, elas não avançaram. A instituição estabeleceu, então, a figura do tutor de apoio, que pode atuar como ledor, transcritor, entre outras ações pedagógicas para inclusão do aluno NEE.
Em 2019, a Comissão retomou as discussões sobre a criação de um setor que centralizasse e coordenasse as ações de inclusão do Consórcio Cederj. Foi então realizado um mapeamento das ações que estavam em andamento naquele ano, conforme detalhamento a seguir.
Tela inicial do repositório da Plataforma Moodle: https://graduacao.cederj.edu.br/ava/course/view.php?id=1106.
Sala de aula do curso de Química com transcrição de vídeo
Figura retirada do artigo “Análise de acessibilidade em ambiente de estudo: o Polo Cederj Niterói”. Disponível em: https://www.proceedings.blucher.com.br/download-pdf/286/25859
No contexto da Diretoria de Extensão, a revista EaD em Foco e a Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância (RBAAD) ofereciam o recurso para o aumento ou diminuição da fonte. Vários cursos com a temática da acessibilidade já foram e estão sendo oferecidos por essa diretoria:
Tela inicial do curso de Educação Especial e Inclusiva
A Diretoria de Tutoria foi responsável pela atribuição de carga horária aos tutores de apoio para acompanhamento especial de alunos NEE nas atividades pedagógicas e realização de avaliação, e pela definição de espaço físico separado para a realização de avaliações.
A Diretoria de Polos foi responsável pela verificação da infraestrutura nos polos (acessibilidade física e banheiros adaptados) e pela relação dos alunos NEE que solicitaram materiais e provas adaptadas. Responsável pela guarda dos equipamentos que ficavam em Benfica: impressora Braille e Thermoform.
A maioria das unidades da Rede Ceja já estava apta a receber alunos com necessidades especiais, dispondo de rampas e banheiros adaptados. A Rede possuía ainda uma unidade cujo corpo discente era formado por, aproximadamente, 100 alunos deficientes visuais, contando, ainda, com fascículos de Língua Portuguesa do Ensino Médio convertidos em áudio e com demais fascículos em formato digital para leitura com DosVox.
Os projetos da Vice-presidência de Divulgação Científica contava com os seguintes requisitos de acessibilidade:
O Pré-vestibular Social – PVS contava com uma coordenadora de Libras que é também diretora do Departamento de Educação Básica do Ines. A função da coordenação de Libras era acompanhar de perto o trabalho dos tutores nos polos, fazer reuniões com eles, para discutir problemas relacionados aos alunos e ao conteúdo, ir aos polos, em caso de algum conflito ou reclamação por parte dos tutores e alunos, e estruturar, com a direção do PVS, como acontecerá a distribuição dos tutores nos polos. Em 2019, eram 11 tutores atuando em seis polos, em regime de duplas. Apenas no polo Itaguaí tinha um tutor de Libras atuando sozinho, pois a aluna era oralizada e a interpretação de Libras era feita apenas na parte da aula que a aluna não conseguia acompanhar.
Uma instituição preparada para a diversidade deve assumir o compromisso e a responsabilidade social de assegurar a todos condições plenas de participação e aprendizagem. A criação do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão – NAI – foi articulada por essa Comissão para pesquisar e estruturar diretrizes, coordenar ações e estabelecer políticas para acessibilidade e inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais do Consórcio Cederj. Mais informações em www.cecierj.edu.br/nai.