Coordenadora do NAI detalha suporte a quase 100 alunos com TEA no Cederj; evento reforçou parceria entre instituições da SECTI e UERJ.
Celebrando o dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Fundação Cecierj participou ativamente do III Fórum de Discussão sobre Autismo: Desmistificando o TEA. O evento, realizado no Auditório Rubens Tosta Gabetto da Policlínica Piquet Carneiro (UERJ), destacou a integração inédita entre as instituições vinculadas à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Fundação Cecierj, FAETEC e FAPERJ, que atuaram como parceiras estratégicas na promoção de debates fundamentais para a sociedade fluminense.
Visão Institucional e Parceria
A coordenadora geral do seminário, Profa. Dra. Danúbia de Sá Caputo (UERJ), enfatizou que o sucesso do evento reside na colaboração interinstitucional e no suporte direto da Policlínica Piquet Carneiro. Ela fez um agradecimento especial ao presidente da unidade, Ricardo Piquet, pelo apoio decisivo:
“Agradecemos muito toda a parceria do Ricardo Piquet, que tem dado todo o apoio. Esse é mais um evento que a gente tem feito em colaboração, com a participação das vinculadas da SECTI. Temos aqui professores do CECIERJ compondo a organização, a moderação e as palestras. Agradecemos esse empenho e auxílio na execução”, destacou a doutora.

Público atento durante uma das palestras do III Fórum de Discussão sobre Autismo, na UERJ. O evento reuniu profissionais, estudantes e familiares para debater a inclusão. Foto: Flávio Carvalho
A Prática da Inclusão no Ensino Superior
A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) da Fundação Cecierj, Luciana Perdigão, foi uma das palestrantes do Painel 4: Inclusão de pessoas com TEA no Ensino Superior. Luciana detalhou o ecossistema de atendimento do Consórcio Cederj, que hoje conta com 93 alunos ativos com TEA, e explicou o funcionamento do Plano de Apoio Individualizado (PAI):

A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), Luciana Perdigão, destaca as estratégias de acolhimento e permanência para os 93 alunos com TEA no Consórcio Cederj. Foto: Flávio Carvalho
“Trabalhamos com o PAI, inspirado no PEI, mas adaptado ao ensino superior semipresencial. Identificamos necessidades como provas adaptadas e material em áudio. O objetivo final é sempre fazer com que esse aluno tenha autonomia e não crie um vínculo de dependência”, afirmou. Luciana ainda citou o exemplo de um egresso da Matemática: “Incluir é admitir que o outro tem algo a dizer e reconhecer que todos têm o direito de participar”.
O Recorte Demográfico do Adulto
O Assessor de Acessibilidade e Inclusão do NAI, Bruno Peixoto, atuou como mediador do Painel 3: Desmistificando o TEA na idade adulta, trazendo um olhar para uma fase da vida muitas vezes negligenciada: “Na Fundação Cecierj, nossos alunos são todos adultos. É raro encontrar conteúdos sobre autismo que não sejam focados apenas na infância. Discutir a idade adulta é enriquecedor para a nossa prática no Cederj e para a conscientização da sociedade”, explicou Bruno.

Os organizadores e palestrantes Bruno Peixoto (NAI/Cecierj), a Dra. Danúbia de Sá Caputo (UERJ) e Luciana Perdigão (NAI/Cecierj) celebram o sucesso do III Fórum sobre Autismo. Foto: Flávio Carvalho
Protagonismo e Vivência
A diversidade do espectro foi ilustrada por relatos que humanizaram o debate técnico. Thor Kopperud, de 19 anos, expôs suas esculturas em biscuit, reforçando que o autismo não limita o talento. Sua mãe, Roberta Kopperud, destacou: “A informação é a base de tudo. Um evento desse porte, com profissionais de gabarito, é muito importante para as famílias”. O Artista também participou de uma apresentação musical, durante o evento.

Thor Kopperud exibe suas detalhadas esculturas em biscuit durante o III Fórum de Discussão sobre Autismo na UERJ. O jovem, autista, participou ativamente do evento expondo seu talento artístico. Foto: Flávio Carvalho.
A autonomia foi o foco de Tuninho Januário, de 36 anos, voluntário do Instituto Oceano Azul: “Estou amando trabalhar voluntariamente aqui hoje. Venham participar nas próximas edições”, convidou.
Já Dia Carreira, estudante de Letras da UERJ e autista, trouxe uma reflexão sobre a rede pública: “Foi enriquecedor ver profissionais falando de maneira desmistificada. Queria que todos os funcionários da rede pública também pudessem ter essa oportunidade”, concluiu.





