O Museu Ciência e Vida, da Fundação Cecierj, realizou, no sábado (28/3), a oficina “Ferramentas para o Ensino de Ciências abordando temas de Física e Química”, cuja proposta é contribuir com a formação de profissionais de educação com a construção de ferramentas experimentais e atividades práticas para trabalhar conteúdos como grandezas físicas, propriedades da matéria, Leis de Newton e Tabela Periódica nas aulas de ciências.
O encontro aconteceu na sede do Museu, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e contou com a participação de estudantes de licenciaturas, normalistas e professores interessados nas ações formativas ofertadas mensalmente pela instituição, coordenada pela vinculada da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.
A oficina foi ministrada pela professora de Química Gabriela Xavier Rocha, do projeto Praça da Ciência Itinerante, da Fundação Cecierj. “O encontro foi muito bom, tivemos um grupo misto, com normalistas que acabaram de sair da educação básica, grupos de alunos de licenciatura que ainda não têm experiência na sala de aula e um grupo também de professores. Poder falar com pessoas com essas diferenças é muito bom, porque a gente lida com critérios e vivências diferenciados”, afirmou Gabriela.

A professora de Química Gabriela Xavier Rocha, do projeto Praça da Ciência Itinerante (Fundação Cecierj), ministra oficina durante o evento. Foto: Flávio Carvalho
Ela destacou, também, que a oficina tem a proposta de tocar no assunto de ferramentas que auxiliam o professor dentro da sala de aula, para que ele possa ajudar o aluno a entender algumas teorias que são bem complexas na área de ciências.
Formação
O estudante de licenciatura em Química Vinícius Melo disse que se interessou pela oficina, devido à abordagem de metodologias que podem ser utilizadas em sala de aula no ensino de Química e Física. “Achei interessante, e por isso vim fazer o curso. Adorei!” Ao seu lado, Lucas Rangel, que também é licenciando em Química, pelo IFRJ, fez um comentário. “Eu me interessei por essa oficina, justamente porque ela pode colaborar com a minha futura formação. Ajuda a buscar novas metodologias para o ensino de ciências para os alunos, permitindo que eles entendam com mais facilidade os assuntos. A oficina foi muito didática, explicativa e, com certeza, vai colaborar com a minha formação”, declarou Lucas.
Quem também gostou de participar da atividade foi a estudante de Geografia da UFRJ Marina Bandeira. Ela contou que já foi aluna de Química, gosta da matéria e explicou por que se interessou pela oficina de ciências. “Eu vim participar da oficina porque tenho paixão pela Química e o curso de Geografia também tem ligação com as disciplinas de ciências. Estou aqui por causa do auxílio que a capacitação também pode dar para a minha atual formação. Achei uma atividade bem didática”, disse Marina.

Vinícius Melo, estudante de licenciatura em Química, e Marina Bandeira, da Geografia/UFRJ, realizam dinâmica educativa. Foto: Flávio Carvalho
O biólogo e professor Paulo Ricardo Rosa elogiou o conteúdo apresentado pela professora Gabriela. “Essa oficina ajuda bastante a diversificar as metodologias que a gente usa em sala de aula. Às vezes, nós ficamos um pouco travados, presos na metodologia e aqui vimos mais possibilidades de conseguir expandir o nosso universo e fazer com que os alunos tenham maior interesse e engajamento, e consigam evoluir no conteúdo de forma mais lúdica e acessível. A oficina serviu para mostrar novas possibilidades que fazem a nossa sala de aula mais atraente para os alunos”, afirmou Paulo Rosa.
A professora Thelma de Figueiredo disse que a oficina traz muita amplitude para o professor. “Ajuda a ver novos caminhos do ensino, a ampliar a nossa sala de aula, aquela parte básica tradicional. Contribui para trazer para o aluno o concreto. Que venham mais experiências como essa, para que mais professores possam estar apaixonados por essas matérias”, declarou a professora.
Objetivos
Satisfeita com o resultado da atividade, a educadora museal do setor de Divisão de Educação e Produção Científico-Cultural do museu Simone Pinto explicou que o principal objetivo com a realização da oficina é promover discussões que abordam o ensino de ciências, de modo a fortalecer a prática pedagógica docente, auxiliando os professores na incorporação de novas metodologias e abordagens interdisciplinares em sala de aula.

Troca de experiências: público participa ativamente de dinâmica educativa. Foto: Flávio Carvalho
“Além disso, as oficinas possibilitam que os professores não apenas recebam conteúdos teóricos, mas também vivenciem experiências práticas, construindo e experimentando modelos didáticos com materiais de baixo custo, favorecendo o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais criativas, inclusivas e contextualizadas, reforçando o papel do museu como um espaço de formação e apoio ao ensino de ciências”, afirmou a educadora.
O programa “Oficina para professores e normalistas” acontece no Museu Ciência e Vida desde sua abertura, em 2010. “Inicialmente, essas atividades eram realizadas em parceria com outras instituições, como por exemplo, o Museu de Astronomia e Ciências Afins, ampliando o alcance e a diversidade das propostas oferecidas. Com o passar do tempo, e o fortalecimento do setor educativo, o museu consolidou sua atuação por meio de sua própria equipe”, disse Simone.
A educadora disse que, atualmente, as ações são desenvolvidas tanto pelo corpo educativo do museu quanto em articulação com o projeto de divulgação científica da Fundação Cecierj “Praça da Ciência Itinerante”, reafirmando o compromisso institucional com a formação continuada de professores e com a melhoria do ensino de ciências.
Sônia Camanho, coordenadora da “Praça da Ciência Itinerante”, explicou como o projeto interage em parceria com as atividades do museu. “Nós temos essa parceria aqui no Museu Ciência e Vida, por meio das nossas oficinas de formação de professores. Todas elas acontecem com criação e construções de kits para que o professor possa replicar depois esses materiais com os seus alunos. É uma atividade que já acontece há cerca de 10 anos, sempre com a realização de uma oficina ao mês. Dia 11 de abril já temos agendada a oficina de Geografia, e já estamos organizando quais serão as novas oficinas nos próximos meses”, adiantou a coordenadora.

Simone Pinto e Sônia Camanho Foto: Flávio Carvalho
As oficinas são realizadas uma vez por mês, sempre aos sábados pela manhã, com duração de três horas e divulgadas por meio das mídias sociais do museu, onde é disponibilizado um link para a realização da inscrição. São ministradas por mediadores integrantes da equipe do setor educativo do museu e, pela equipe de professores da “Praça da Ciência Itinerante” e, em alguns casos, por convidados de instituições parceiras. “Nessas atividades, busca-se trabalhar noções de interdisciplinaridade e abordagens para a sala de aula. Como pré-requisito, todas as atividades oferecidas têm como objetivo que o professor construa, experimente e discuta aspectos relacionados à sua prática pedagógica”, explicou Simone Pinto.





