A atividade aconteceu em 16 de abril e abordou temas como violência de gênero e endometriose.

O Museu Ciência e Vida, da Fundação Cecierj, em Duque de Caxias, promoveu, no dia 16 de abril, das 9h às 17h, o evento “Mulher, direitos, ciência e vida”, com entrada gratuita, reunindo especialistas para discutir violência de gênero e saúde feminina ao longo de toda a programação.

A iniciativa, voltada especialmente para meninas e mulheres, mas aberta a todos os públicos, tornou-se um espaço de informação, conscientização e fortalecimento diante de temas considerados urgentes na sociedade atual.

Durante a manhã, as delegadas da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Karla Ribeiro e Beatriz Barreto, conduziram uma discussão sobre os direitos das mulheres e violência de gênero. O debate incluiu casos recentes que ganharam repercussão na mídia, principalmente envolvendo adolescentes e jovens, com o objetivo de refletir sobre estratégias de enfrentamento e prevenção. Além disso, o encontro enfocou o papel de instituições como o museu, na promoção da educação e da cultura como ferramentas no combate à violência, ampliando o diálogo com a sociedade.

Karla Ribeiro e Beatriz Barreto, delegadas da Polícia Civil do Rio de Janeiro ao lado de Mônica Santos, professora e diretora do Museu Ciência e Vida. Foto: Catine Neves/ Museu Ciência e Vida.

 

No período da tarde, o foco se voltou para a saúde feminina, com destaque para a endometriose, doença ainda pouco discutida, especialmente entre jovens. A conversa foi conduzida pela ativista social Andréa Brígida e pelo médico Ricardo José de Souza, que abordaram os principais sintomas, diagnóstico e tratamento da condição. Entre os principais sinais da doença estão cólicas intensas no período pré-menstrual, frequentemente normalizadas, o que, sem a devida atenção preventiva, pode atrasar o diagnóstico e impactar diretamente a qualidade de vida das mulheres.

“Acredito que esse evento não só desperta o interesse pelo assunto, mas também dá voz a muitas meninas e mulheres que têm seus direitos violados e até mesmo “escondidos”, no que diz respeito à sua integridade física e saúde, em especial a ginecológica. Acredito que a falta de informação é também uma forma de violência, por isso parabenizo o Museu e a professora e diretora Mônica Santos, pela sensibilidade de abordar o tema”, afirmou Andréa Brígida.

Para o médico, debates como esses ajudam a sociedade a ter uma melhor orientação.

Ricardo José de Souza, médico, durante palestra. Foto: Ana Carolina Batista/ Cecierj.

“Eu acho que esses eventos são de extrema relevância para a população, porque conseguem aproximar a informação técnica da realidade do leigo. Assim, a pessoa que não tem conhecimento técnico ou formação na área da saúde consegue reconhecer, no seu dia a dia, informações de maneira mais organizada. Dessa forma, a informação se torna mais fiel à verdade, evitando conteúdos que sejam expostos apenas para causar pânico. Acho que a população precisa disso.” Explica o Dr. Ricardo José de Souza.

“Fiquei muito feliz e espero que muitos outros eventos como esse aconteçam”, completa a ativista Andréa.

Andréa Brígida, jornalista e ativista social, durante sua fala. Foto: Ana Carolina Batista/ Cecierj.

O evento se mostrou um espaço de escuta, troca de experiências e disseminação de conhecimento, reforçando a importância de discutir questões referentes à saúde, direitos e a vida das mulheres de forma integrada.